Diário RBN

Trinca de CPIs expõe fragilidades graves na administração

Durante muito tempo, a gestão do prefeito Marcelo Belitardo em Teixeira de Freitas parecia imune a tempestades políticas. Tudo corria com uma certa tranquilidade. Mas, como toda boa história política brasileira, a calmaria acabou..

Agora, o cenário mudou — e mudou com força. A Câmara Municipal abriu, de uma só vez, três Comissões Parlamentares de Inquérito. Saúde, limpeza urbana e atuação jurídica da prefeitura viraram alvo direto. Um pacote completo de problemas, daqueles que nenhum gestor gostaria de receber, muito menos simultaneamente.

A chamada CPI da saúde mira contratos suspeitos, especialmente com o Instituto Setes. Entre indícios de falhas em licitações, prestação de contas questionável e até movimentações financeiras em contas privadas, o roteiro parece mais próximo de um manual de “como não gerir recursos públicos”. Tudo, claro, ainda sob investigação — mas com sinais suficientes para acender todos os alertas.

Já na limpeza pública, o número fala por si: R$ 35,4 milhões em um único ano. Um valor que, em teoria, deixaria qualquer cidade impecável. Na prática, deixou dúvidas. Muitas dúvidas. 

E como se não bastasse, a Procuradoria-Geral do Município também entrou na mira. Denúncias de abuso de autoridade e perseguições internas transformaram o setor jurídico em mais um foco de desgaste.

O fato é que Marcelo Belitardo enfrenta pressão real, e não apenas política, mas institucional, com potencial de desdobramentos administrativos, civis e até penais.

 

Por Redação.

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